Descaso com o CAPS Infantil expõe o abandono de crianças atípicas em Eunápolis

Enquanto discursos políticos exaltam inclusão e cuidado com a saúde mental, a realidade em Eunápolis revela o oposto. No endereço localizado na avenida Paulino Mendes, nº 1207, onde hoje funciona o CAPS Infantil, mães denunciam o que chamam de cenário de abandono e negligência institucional.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma mãe revoltada com as condições do local. E a revolta é justificada. No cal existe uma piscina sem nenhuma grade de proteção, num ambiente frequentado por crianças em situação de vulnerabilidade, não é apenas um descuido, é um desrespeito direto à vida.
O local, que deveria ser símbolo de acolhimento e segurança para pacientes atípicos, se tornou motivo de angústia. Para completar, o novo endereço do CAPS Infantil é distante para muitas famílias. Em um município onde o transporte público é falho e ineficiente, os motoristas por aplicativo ou do transporte alternativo, estão cobrando até R$ 50 só para levar uma criança ao tratamento, dificultando o acesso de famílias ao local
Não se trata apenas de estrutura física, mas de falta de planejamento, sensibilidade e prioridade. É inadmissível que uma gestão pública trate um serviço tão essencial com tamanho descaso, principalmente se tratando de crianças com necessidades especiais, que deveriam estar no centro das políticas públicas, e não à margem.
Enquanto isso, o prefeito Robério Oliveira e sua equipe parecem mais preocupados com a aparência do que com a essência do cuidado. A comunidade pede respostas. Pede transporte digno, segurança no espaço infantil, e sobretudo, respeito aos que mais precisam.
O mínimo que a gestão deve à população é uma ação imediata para reparar essa negligência, antes que a tragédia, que já se desenha, se concretize.



