Polícia encontra corpo que pode ser de PM desaparecido em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo localizou, neste domingo (11), um corpo em uma área de mata que pode ser do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, desaparecido desde a última quarta-feira (7), na capital paulista.
Segundo as investigações, o policial teria sido assassinado após passar por um “julgamento” imposto por integrantes do crime organizado, prática comum em áreas dominadas por facções criminosas.
📍 O que se sabe até agora
Durante coletiva de imprensa, o delegado Vitor Santos de Jesus informou que Fabrício participava de uma confraternização na Zona Sul de São Paulo quando se envolveu em um desentendimento com um homem que teria denunciado sua presença na região.
De acordo com a Polícia Civil, o conflito começou após o policial repreender um indivíduo que fazia uso de drogas no local. Inicialmente, o homem teria pedido desculpas, mas deixou a confraternização e procurou integrantes da criminalidade local, denunciando que um policial militar frequentava a área.
“Esse indivíduo teria delatado o amigo do PM por permitir que um policial estivesse ali, em uma região dominada pelo crime”, explicou o delegado.
⚖️ Julgamento e execução
Ainda segundo as investigações, o amigo do policial foi chamado para “prestar esclarecimentos” e convenceu Fabrício a acompanhá-lo. Ao chegarem ao local, o PM teria sido desarmado, rendido e levado para outro ponto, onde ocorreu um julgamento sumário.
“Ele foi condenado à morte exclusivamente por ser policial militar. Foi considerado que estava no lugar errado, na hora errada”, afirmou o delegado.
🕊️ Corpo localizado
O corpo foi encontrado em uma área de mata do município. A identificação oficial ainda não foi confirmada, mas uma aliança foi localizada junto ao cadáver, o que reforça a suspeita de se tratar do policial desaparecido.
Um caseiro do sítio onde o corpo foi encontrado foi preso temporariamente, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP). As investigações continuam para identificar todos os envolvidos no crime.
O Axei Bahia segue acompanhando o caso.



