Influenciadora que morreu devido doença rara inspira edição especial da Turma da Mônica

A influenciadora baiana Dai Cruz, que faleceu em fevereiro de 2024 aos 31 anos em decorrência da epidermólise bolhosa (grupo de doenças genéticas hereditárias que afetam a pele e as mucosas), foi homenageada em uma edição especial da revista Turma da Mônica. A publicação, desenvolvida em parceria com o Instituto Maurício de Sousa, traz a personagem “Dai”, inspirada na jovem, e tem como objetivo ampliar a conscientização sobre a doença genética rara que fragiliza a pele.
A iniciativa partiu da ONG Jardim das Borboletas, que oferece suporte a pessoas com epidermólise bolhosa em todo o Brasil. Fundada em 2017, a organização é sediada em Caculé, na Bahia, e hoje assiste mais de 100 pacientes em diferentes estados.
Natural de Jequié, também na Bahia, Dai Cruz conquistou mais de dois milhões de seguidores nas redes sociais ao compartilhar sua rotina de cuidados e superações. Sua trajetória pública foi marcada pelo ativismo em prol das pessoas com a doença – cuja pele extremamente sensível causando fragilidade e formação de bolhas com traumas – se assemelha à delicadeza das asas de uma borboleta — daí o apelido carinhoso dado aos pacientes: “crianças borboleta”.
Na história em quadrinhos, a personagem Dai chega ao bairro do Limoeiro e conhece Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali. Ao notarem os curativos em seus braços, os personagens imaginam que a nova amiga tenha se machucado, mas logo aprendem sobre a epidermólise bolhosa. A explicação da doença é feita de forma lúdica e acessível, com o apoio dos pais da personagem e dos próprios personagens clássicos.
A publicação ainda orienta crianças sobre como lidar com colegas que têm a condição, enfatizando o cuidado ao tocar, evitando abraços apertados e ressaltando que a doença não é contagiosa.
Com informações e foto do G1 Bahia



