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Capitão da PM é preso em megaoperação contra organização criminosa na Bahia

O capitão da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Mauro Grunfeld, foi preso na manhã desta quinta-feira (11), em Salvador, durante a megaoperação Zimmer, que mira uma complexa organização criminosa com atuação em diversos estados do país.

Segundo as investigações, o oficial é suspeito de integrar um grupo envolvido em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas e crimes violentos. As apurações apontam ainda que ele teria fornecido armamentos a uma facção criminosa atuante na Bahia.

Esta não é a primeira vez que Grunfeld é detido. Ele já havia sido preso em maio e julho de 2024, em desdobramentos de investigações anteriores. Até o momento, a defesa do policial não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestação.

Operação de grande escala

A ofensiva resultou na prisão de 39 pessoas e ocorre simultaneamente nos estados da Bahia, Sergipe, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco. A operação é coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), com apoio de forças estaduais e federais.

Cerca de 400 agentes de segurança participam da ação, que cumpre mais de 90 mandados judiciais contra integrantes dos núcleos operacional, logístico e financeiro da organização criminosa.

Bloqueio milionário e apreensão de bens

A Justiça autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 100 milhões, além do sequestro de bens pertencentes aos investigados. De acordo com a Polícia Civil, o grupo utilizava empresas e pessoas físicas para ocultar e dissimular a origem ilícita dos recursos movimentados.

Em nota, a corporação informou que a investigação revelou uma estrutura criminosa altamente organizada, responsável pelo abastecimento, produção e distribuição de entorpecentes, além de esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro.

Forças envolvidas

Participam da operação equipes de diversos setores especializados, como os departamentos de Inteligência Policial, Repressão ao Narcotráfico, Homicídios, Polícia Metropolitana e Polícia do Interior, além de unidades táticas como Core e COPJ. A ação também conta com apoio da Polícia Militar, Polícia Federal, Departamento de Polícia Técnica (DPT) e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).

As investigações seguem em andamento, e novas prisões não estão descartadas.

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