Política

PF investiga deputado Adolfo Viana por envio de R$ 7 milhões a obras suspeitas na Bahia

A Polícia Federal (PF) investiga supostas irregularidades em obras de pavimentação nas cidades baianas de Juazeiro e Novo Horizonte, que teriam sido superfaturadas. A apuração faz parte da Operação Overclean e envolve o deputado federal Adolfo Viana (PSDB-BA), líder do partido na Câmara, acusado de enviar R$ 7 milhões em emendas parlamentares para os projetos.

De acordo com as investigações, Viana teria votado “sim” nos dois turnos da chamada PEC da blindagem, que dificulta investigações contra parlamentares, possivelmente em antecipação às apurações da PF.

As obras investigadas foram executadas pela Allpha Pavimentações, cujos sócios, Alex e Fabio Parente, foram presos preventivamente em dezembro de 2024. Entre 2021 e 2024, Alex Parente fez 22 visitas ao gabinete de Viana, segundo registros da Câmara dos Deputados.

Os contratos com a Allpha, que somam R$ 40,7 milhões, foram realizados após pregão conduzido pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). O coordenador do órgão na Bahia à época, Lucas Maciel Lobão, era indicado pelo próprio deputado. Investigações apontam que Lobão, antes afastado de outro pregão por suspeita de sobrepreço, passou a atuar como lobista para os irmãos Parente, auxiliando na negociação de fraudes e propina.

Em 2023, uma semana após encontro com Alex Parente, Viana enviou R$ 3 milhões via Pix para a Prefeitura de Camaçari. O município é alvo de investigação por fraude e superfaturamento em serviços de limpeza realizados pela empresa Larclean, também dos irmãos Parente, que cobrava 660% acima do preço de mercado por serviços de dedetização.

A PF segue apurando o caso, que envolve emendas parlamentares, sobrepreço em obras públicas e suposta articulação de lobistas e empresas privadas para obtenção de contratos superfaturados.

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