Crise na Saúde de Eunápolis: Salários atrasados, demissões e silêncio oficial

O Hospital Regional de Eunápolis, referência para milhares de moradores do extremo sul da Bahia, mergulhou em um cenário alarmante. Salários atrasados, mais da metade do quadro médico necessário para o pleno funcionamento demitido e uma população que se vê desamparada em um momento em que saúde deveria ser prioridade absoluta.
A denúncia veio à tona de forma contundente por meio do desabafo de uma paciente, que expôs a realidade vivida dentro da unidade: falta de atendimento adequado, clima de insegurança e uma sensação de abandono por parte das autoridades. Em seu relato, não poupou críticas ao prefeito Robério Oliveira, apontando omissão diante da crise.
O Instituto IGH, responsável pela administração do hospital, mantém silêncio absoluto sobre as demissões e o atraso no pagamento dos profissionais. A ausência de posicionamento só amplia a revolta de servidores e usuários, que se perguntam até quando a saúde pública será tratada como moeda política.
A situação ocorre em um momento delicado para a gestão municipal, já marcado por disputas judiciais e forte desgaste político. Especialistas em gestão pública lembram que a saúde é não apenas um dever constitucional, mas também um termômetro direto da competência administrativa de um governo.
Enquanto discursos políticos prometem avanços, a realidade na porta do Hospital Regional é de filas, dor e indignação. A crise evidencia um choque entre a propaganda oficial e o cotidiano da população, um contraste que coloca a atual administração sob forte questionamento.
Até que providências concretas sejam tomadas, resta à população continuar cobrando e denunciando, para que a saúde de Eunápolis não seja vítima permanente de disputas políticas e má gestão.



