Prefeitura cobra entre 30 e 50 reais por assento: Arquibancada do Povo Vira Produto na Gestão Robério

Na manhã desta quinta-feira (26), a gestão do prefeito Robério Oliveira em Eunápolis gerou indignação popular ao anunciar a cobrança para utilização dos assentos da arquibancada durante o Pedrão 2025, tradicional festa junina da cidade, que é promovida com recursos da prefeitura, do governo do estado e de patrocinadores da iniciativa privada.
Os valores dos ingressos para quem quiser apenas se sentar variam conforme o dia: R\$30 na quinta-feira (26), R\$50 na sexta (27) e no sábado (28), e R\$40 no domingo (29). A medida causou espanto e revolta entre moradores, que questionam a moralidade e a legalidade da decisão.
O Pedrão é uma festa pública. Não se trata de um evento privado organizado por empresa de entretenimento com fins lucrativos. É, ao contrário, uma celebração promovida com verba pública, com apoio direto do erário municipal e estadual. Diante disso, muitos se perguntam: é legal, ou minimamente ético, cobrar por um espaço de uso coletivo em uma festa bancada com o dinheiro do povo?
Mais do que um debate jurídico, o episódio escancara o distanciamento da atual gestão com as necessidades reais da população. Em um momento em que Eunápolis vive sérios desafios sociais, cobrar por um simples lugar para sentar-se em um evento público soa como afronta e expõe o caráter excludente de uma decisão administrativa que favorece poucos e penaliza os que menos têm.
Em vez de garantir acesso amplo, democrático e confortável para todos os cidadãos, a prefeitura opta por transformar um símbolo da cultura popular em produto de venda, elitizando o que deveria ser de todos.
O prefeito Robério ainda não se pronunciou sobre os critérios adotados para justificar essa cobrança. A sociedade, no entanto, já começou a se mobilizar nas redes sociais exigindo transparência, respeito e, acima de tudo, coerência com o uso do dinheiro público.
Festa financiada pelo povo não pode ser cobrada do povo. Esse é o recado claro que ecoa das arquibancadas vazias e das vozes indignadas de quem ainda acredita que cultura popular deve ser celebrada com dignidade e não negociada como mercadoria.



