Saúde

Uso de cigarros eletrônicos preocupa autoridades de saúde e acende alerta nacional

O crescente uso de cigarros eletrônicos, popularmente conhecidos como “vapes”, tem provocado preocupação entre autoridades de saúde pública em todo o Brasil. Embora comercialização, importação e propaganda desses dispositivos estejam proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, o consumo segue em alta, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.

Segundo especialistas, os cigarros eletrônicos — muitas vezes vendidos como alternativa menos prejudicial ao cigarro tradicional — escondem perigos sérios à saúde. Os dispositivos liberam substâncias tóxicas como nicotina, formaldeído, metais pesados e solventes que, ao serem inalados, podem causar doenças pulmonares graves, problemas cardiovasculares e até câncer.

“O uso de vapes pode parecer inofensivo por conta dos sabores e da aparência moderna, mas são dispositivos que levam à dependência química e expõem o organismo a produtos altamente nocivos”, alerta o pneumologista Sérgio Lopes, consultor da Sociedade Brasileira de Pneumologia.

A preocupação maior recai sobre o público jovem. Pesquisas revelam que muitos adolescentes estão se tornando usuários precoces de nicotina, o que pode afetar o desenvolvimento neurológico e aumentar a chance de se tornarem dependentes de substâncias ao longo da vida. O apelo visual dos dispositivos, aliado à crença equivocada de que não fazem mal, tem favorecido a disseminação.

Em resposta ao avanço do consumo, a Anvisa reforçou em 2024 a proibição com a Resolução RDC nº 855, que amplia as restrições, incluindo a vedação ao transporte, armazenamento e distribuição desses produtos. Apesar disso, o mercado clandestino continua operando, dificultando a fiscalização.

O Ministério da Saúde e órgãos estaduais de vigilância têm intensificado campanhas de conscientização, especialmente nas escolas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), medidas mais duras de regulamentação, educação e fiscalização são fundamentais para frear essa nova epidemia silenciosa.

Enquanto a aparência dos vapes continua enganando, os efeitos sobre a saúde vão se tornando cada vez mais evidentes. Para especialistas e autoridades, o desafio agora é agir com urgência para evitar que o problema se torne ainda mais grave nos próximos anos.

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