Educação em crise: Prefeitura de Eunápolis tenta driblar salários e expõe o descaso com trabalhadores e estudantes

Mais um capítulo vergonhoso marca a educação pública de Eunápolis. Na manhã desta quinta-feira (12), motoristas do transporte escolar da Prefeitura lotaram a Câmara Municipal para denunciar o que consideram uma manobra injusta e desumana: a tentativa do governo municipal de impor férias coletivas em junho, período de recesso escolar, como pretexto para não pagar os salários devidos.
Sim, você leu certo. A Prefeitura de Eunápolis tenta retirar de trabalhadores um dos seus direitos mais básicos: o salário. Tudo isso num setor que já enfrenta sérios problemas, como a precariedade da infraestrutura escolar, a falta de valorização dos profissionais da educação e um transporte público que mal atende às necessidades dos alunos da zona rural.
A proposta da gestão soa como uma ofensa à dignidade dos servidores públicos e um retrato do abandono da educação como política de Estado. Em vez de planejamento, diálogo e respeito, a resposta da Prefeitura é o corte, a omissão e a tentativa de se esquivar de suas obrigações legais e morais.
Enquanto o transporte escolar corre o risco de parar, estudantes ficam sem aula e trabalhadores são humilhados, o silêncio da gestão municipal grita. Grita pela falta de compromisso. Grita pela falta de transparência. Grita por um governo que parece enxergar a educação como gasto, não como investimento.
É inadmissível que, em pleno século XXI, tenhamos que presenciar tentativas tão claras de driblar direitos trabalhistas e empurrar a crise para os ombros dos mais vulneráveis. O salário não é favor — é conquista. É lei. E mexer com isso é atacar diretamente a dignidade do trabalhador.
A população de Eunápolis não pode mais aceitar a normalização do caos. É hora de cobrar, denunciar, resistir. Porque onde não há respeito pelo trabalhador, não há compromisso com o futuro.



