Economia

Dia dos Namorados aquece comércio, mas presentes ficam mais caros em 2025

As comemorações do Dia dos Namorados, celebrado nesta quinta-feira (12), devem movimentar o comércio em todo o país, com expectativa de crescimento nas vendas. No entanto, os consumidores enfrentam preços mais altos este ano, especialmente nos produtos mais tradicionais da data.

Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a expectativa é de que o Dia dos Namorados movimente cerca de R$ 2,59 bilhões, um aumento de 5,6% em relação ao ano passado. O crescimento é atribuído ao aquecimento do consumo e ao apelo emocional da data, que segue sendo uma das mais importantes para o varejo no primeiro semestre.

Por outro lado, o romantismo pode pesar no bolso. De acordo com a CNC, os preços dos presentes mais procurados subiram em média 8,64% nos últimos 12 meses, mais que o dobro da inflação oficial do período, medida pelo IPCA, que foi de 3,94%.

Entre os itens que registraram as maiores altas estão agasalho feminino (+18,30%), sapato masculino (+17,90%) e camisetas masculinas (+13,96%). Produtos como bijuterias, chocolates e vinhos também apresentaram aumentos acima da média.

Apesar da alta generalizada, alguns produtos apresentaram queda nos preços, como flores (-0,50%), videogames (-6,45%) e televisores (-12,45%), o que pode oferecer alternativas mais acessíveis aos consumidores.

Mesmo com os preços mais elevados, lojistas estão otimistas. Setores como cosméticos, perfumaria, roupas, calçados e eletroeletrônicos lideram a lista dos produtos mais procurados. O comércio eletrônico também deve registrar bom desempenho, impulsionado por promoções e entrega rápida.

Para os consumidores, a orientação é planejar. Especialistas recomendam pesquisar preços, evitar compras de última hora e considerar alternativas como presentes personalizados ou experiências a dois, que muitas vezes têm custo menor e valor emocional maior.

O Dia dos Namorados de 2025 evidencia a disposição dos brasileiros em manter as tradições e celebrar o amor, mesmo diante de desafios econômicos. Entre romantismo e inflação, a data segue sendo uma oportunidade para movimentar o comércio — e, para muitos, demonstrar afeto com criatividade e consciência financeira.

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