Saúde

Aumento de casos graves da “virose do caramujo” preocupa moradores de Belmonte

O município de Belmonte, no sul da Bahia, enfrenta um aumento expressivo nos casos de angiostrongilíase abdominal, popularmente conhecida como “virose do caramujo”. As unidades de saúde locais têm registrado uma crescente procura por atendimento médico devido a sintomas graves associados à doença, gerando alerta entre a população e autoridades sanitárias.

A enfermidade é causada por um parasita transmitido pelo caramujo africano (Achatina fulica), espécie invasora que prolifera com facilidade em quintais, terrenos baldios e áreas urbanas. A infecção ocorre, principalmente, pela ingestão de alimentos crus ou mal higienizados que tiveram contato com o muco do molusco contaminado.

Os sintomas incluem fortes dores abdominais, especialmente na parte inferior do abdômen, febre alta, náuseas, vômitos, diarreia intensa, além de distensão abdominal e mal-estar generalizado. Em casos mais severos, a doença pode causar inflamações intestinais que exigem internação e até mesmo procedimentos cirúrgicos.

Diante do aumento no número de casos, a Secretaria Municipal de Saúde estuda medidas de contenção e prevenção, como mutirões de limpeza, distribuição de material informativo, visitas educativas em escolas e ações de conscientização nos bairros.

Especialistas reforçam a importância da prevenção. A recomendação é evitar o contato direto com caramujos, lavar cuidadosamente frutas e hortaliças, manter terrenos limpos e descartar adequadamente os moluscos encontrados, sempre com o uso de luvas e sacos plásticos.

A população é orientada a buscar atendimento médico imediato diante dos sintomas. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações mais graves da doença.

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