Bancos fecham as portas em 36 cidades baianas

O fechamento de agências bancárias no interior da Bahia, especialmente pelo Bradesco que anunciou o encerramento de unidades em 36 cidades entre outubro de 2023 e março de 2024, tem causado dificuldades significativas aos moradores, que precisam recorrer a alternativas informais ou deslocar-se a cidades próximas para acessar serviços bancários.
A ausência de agências físicas afeta especialmente idosos e pessoas com baixa conexão à internet, dificultando o acesso ao dinheiro, aposentadorias e pagamentos. O sindicato dos bancários alerta para o impacto social e os empregos perdidos devido às demissões decorrentes dessas reestruturações, alinhadas a planos de redução de custos e aumento de lucros das instituições financeiras, que priorizam o serviço digital.

Distritos e municípios, como Palmeiras, Rodelas, Ipecaetá e Olindina, enfrentam essa situação com protestos e tentativas de intervenção judicial ou administrativa para suspender ou regulamentar os fechamentos. Apesar do crescimento do uso de canais digitais, uma parcela significativa da população ainda depende do atendimento presencial.
Trata-se de uma mudança que não leva em conta as necessidades sociais, especialmente de quem vive em áreas rurais ou possui dificuldades de acessar o ambiente digital, despertando questionamentos sobre o impacto e as ações do mercado financeiro diante da universalização dos serviços bancários.



