Exumação de corpos busca esclarecer mortes de Vitinho e Alongado durante operação policial em Caraíva

Nesta terça-feira (27), foi realizada a exumação do corpo de Davisson Sampaio dos Santos, conhecido como “Alongado”, alvo principal de uma operação policial que resultou também na morte do guia de turismo Victor Cerqueira Santos Santana, de 28 anos, no distrito de Caraíva. A medida ocorre dias após a exumação do próprio Victor e foi autorizada pela Justiça a pedido do Ministério Público da Bahia (MP-BA).
O objetivo das novas perícias é apurar se há projéteis de arma de fogo alojados nos corpos, além de identificar possíveis marcas de agressões, como edemas, hematomas e escoriações. Os exames estão sendo conduzidos pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Eunápolis, que busca confrontar os laudos com a versão oficial apresentada pelas forças de segurança.
A operação policial, realizada em 10 de maio, tinha como foco o cumprimento de um mandado de prisão contra “Alongado”, suspeito de liderar uma facção criminosa na região. Durante a ação, houve troca de tiros, segundo a versão da polícia, que também resultou na morte de Victor, conhecido na comunidade como Vitinho. Familiares, no entanto, contestam essa versão, alegando que o guia foi confundido com outro homem que possuía o mesmo apelido e histórico criminal.
Além da possível confusão de identidade, os parentes de Victor denunciam que ele foi detido, agredido e executado, e não morto em confronto como sustenta a polícia. Eles também apontam indícios de tentativa de ocultação de provas, afirmando que câmeras de segurança da região foram desligadas momentos antes da operação e imagens de estabelecimentos teriam sido recolhidas por agentes. A Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) seguem sendo questionadas sobre os fatos, mas ainda não apresentaram esclarecimentos completos à imprensa.



