37 anos de emancipação política: Eunápolis não tem o que comemorar?

Nesta segunda-feira, 12 de maio, Eunápolis completa 37 anos de emancipação política, mas a data tem passado praticamente em branco para a população. O prefeito Robério Oliveira, que retornou recentemente ao comando da cidade, limitou-se a convocar uma cerimônia simples de hasteamento das bandeiras, marcada para as 7h30 da manhã no gabinete da prefeitura. O evento, visto por muitos como protocolar e sem representatividade popular, gerou frustração entre os moradores que esperavam uma celebração mais significativa.
Historicamente, o aniversário da cidade sempre contou com comemorações mais expressivas, muitas delas voltadas ao público evangélico, com grandes shows e eventos religiosos. Essas festividades chegaram a se tornar tradição nas gestões anteriores do próprio Robério, consolidando uma relação próxima entre a prefeitura e as comunidades de fé. No entanto, neste ano, nem mesmo esse segmento foi lembrado, causando ainda mais estranhamento entre os munícipes.
A ausência de uma programação especial contraria as expectativas de quem acreditava que, com um vice-prefeito ligado à liderança religiosa, haveria uma valorização maior das manifestações culturais e de fé. Para completar, o prefeito já anunciou a realização de uma “edição histórica” do tradicional Pedrão, festa secular de grande porte que movimenta o município. Diante disso, surge a dúvida: será que Robério só está lembrando da comunidade secular, deixando de lado os evangélicos até mesmo no aniversário da cidade?
Ao que tudo indica, o governo municipal optou por uma comemoração “para não deixar passar em branco”. No entanto, o gesto foi longe de atender aos anseios da população. Eunápolis chega aos seus 37 anos sem festa, sem homenagens e, para muitos, sem motivos para celebrar.



