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Câmara de Vitória da Conquista analisa criação da “LotoConquista” e empréstimo de R$ 400 milhões

O segundo semestre de 2025 tem sido movimentado em Vitória da Conquista. Após a aprovação da nova taxa de iluminação pública, que a partir de 2026 passa a cobrir despesas com segurança e modernização urbana, a Câmara de Vereadores analisa mais dois projetos enviados pela prefeita Sheila Lemos (União Brasil).

Um deles propõe a criação de uma loteria municipal. O outro solicita autorização para um empréstimo de até R$ 400 milhões para obras na cidade.

O Projeto de Lei nº 35/2025, que institui a “LotoConquista”, chegou ao Legislativo com pedido de urgência. Segundo a prefeita, a loteria representaria “um marco significativo para o desenvolvimento socioeconômico da nossa cidade”. A presidência da Câmara, no entanto, negou a tramitação acelerada em 15 de outubro.

Com a proposta, Sheila segue uma tendência nacional. De acordo com levantamento do G1, ao menos 77 cidades brasileiras aprovaram leis semelhantes, e 10 delas pretendem operar apostas online de quota fixa. Esse ponto preocupa o economista Marcos Tavares, que afirmou ao site Avoador que o modelo pode facilitar “práticas fraudulentas comuns nos jogos online”.

Enquanto a LotoConquista enfrenta resistência inicial, o projeto de empréstimo de R$ 400 milhões deve ter caminho mais fácil. A proposta precisa de dois terços dos votos, cerca de 16 vereadores, número que o governo municipal tende a alcançar com tranquilidade.

O texto não detalha a destinação dos recursos. Informa apenas que o dinheiro será usado em mobilidade urbana, saneamento básico e infraestrutura em comunidades que ainda carecem de atenção. A falta de clareza deve ser discutida nas próximas sessões.

O vereador Alexandre Xandó (PT) já declarou voto contrário, criticando a ausência de informações sobre o banco credor, as taxas de juros e os bairros beneficiados. Mesmo assim, ele deve permanecer entre poucos opositores.

Acompanhar esses projetos é essencial para a população. A LotoConquista pode gerar receita, mas também risco de endividamento e vício em jogos. Já o empréstimo de R$ 400 milhões pode impulsionar melhorias urbanas, desde que seja conduzido com transparência e fiscalização.

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