Comunidade de Itagimirim se mobiliza contra possível fechamento de agência bancária

A possível desativação da única agência do Banco Bradesco em Itagimirim tem gerado apreensão entre os moradores. Caso a medida se concretize, milhares de pessoas serão impactadas diretamente, sobretudo os 3.112 beneficiários do INSS e os cerca de 6.400 clientes que utilizam os serviços bancários na cidade.
De acordo com informações preliminares, a decisão faz parte de um processo interno de reestruturação da instituição financeira. No entanto, a população teme os impactos sociais e econômicos que essa decisão pode acarretar. Grande parte dos clientes, especialmente idosos e aposentados, dependeriam de deslocamentos até Eunápolis — município mais próximo, situado a 30 quilômetros — para realizar serviços básicos como saques e a prova de vida. A viagem, que custa entre R$ 30 e R$ 60, representa um peso significativo no orçamento de quem vive, muitas vezes, com apenas um salário mínimo.
Além dos prejuízos à população, comerciantes locais também temem os efeitos negativos. Com menos dinheiro circulando na cidade, o comércio poderá enfrentar queda nas vendas, comprometendo ainda mais a economia local.
Diante desse cenário, a comunidade tem buscado alternativas jurídicas para impedir o fechamento da agência. O exemplo mais citado é o de Maiquinique, também na Bahia, onde uma decisão judicial obrigou o Bradesco a manter sua unidade em funcionamento, sob pena de multa diária de R$ 500 mil.
Lideranças locais, autoridades e a população seguem mobilizados, na esperança de que Itagimirim alcance uma solução semelhante e evite que os moradores fiquem desassistidos dos serviços bancários essenciais



