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Cerveja fica até 24% mais cara no Brasil após reajustes de Heineken e Ambev

A alegria de um brinde agora pesa um pouco mais no bolso do brasileiro. Nos últimos meses, os preços da cerveja dispararam, impulsionados por atualizações nos preços das duas gigantes do setor, Heineken e Ambev. Um relatório especial do Bank of America (BofA) revela que, entre julho e agosto, a Heineken aumentou seus preços em média em 6%, enquanto a Ambev seguiu com um ajuste de 3,3%.

Esses dados foram coletados com base em mais de 1.500 amostras de preços diários de 19 marcas, abrangendo desde o consumo em bares e restaurantes até o comércio em supermercados, atacadistas e lojas de bairro. As estratégias das empresas se mostraram distintas: a Ambev revisou suas tarifas em abril e maio, enquanto a Heineken tentava ajustar o mercado ao reduzir brevemente os preços em 2% no segundo trimestre, para depois aplicar altas significativas.

Dentro do portfólio da Heineken, a cerveja Devassa teve o maior aumento, saltando incríveis 24% entre junho e agosto. Em contraste, a Heineken clássica registrou uma alta de 3,4%. Por sua vez, a Ambev fez ajustes expressivos na Corona e aumentos menores na Stella Artois.

O relatório do BofA sugere que a expansão da capacidade da Heineken, somada a seus preços mais concorrentes, pode levar a um aumento significativo na sua participação de mercado. Se em 2024 a Heineken era considerada 13% mais barata que a Corona, esse número subiu para 28% de diferença. A marca também tornou-se apenas 2% mais cara que a Stella, quando anteriormente era 4%.

Os reajustes impactaram também o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com um aumento de 0,45% no item cerveja, superando a inflação geral de 0,26% em julho. Embora o grupo Alimentação e Bebidas tenha apresentado variação negativa, o cenário da cerveja contrasta fortemente com outros itens do mercado.

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