Crise na saúde de Eunápolis: Funcionários do Hospital Regional ameaçam greve por falta de pagamento

Eunápolis enfrenta mais um capítulo da crise na saúde pública. Funcionários terceirizados do Hospital Regional, vinculados ao Instituto de Gestão e Humanização (IGH), ameaçam deflagrar greve nos próximos dias, após mais um mês de atraso no pagamento dos salários.
De acordo com relatos obtidos pela redação, colaboradores afirmam que os atrasos vêm ocorrendo com frequência desde o início da gestão atual do IGH, mas o mês de julho registrou o maior e mais grave atraso até o momento. Muitos funcionários, temendo represálias, preferiram não se identificar, mas relataram desespero diante da falta de pagamento, dificuldades para sustentar suas famílias e total ausência de diálogo com a administração.
A reportagem tentou contato com representantes do IGH, mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. A direção do Hospital Regional, por sua vez, também foi procurada e optou por não se pronunciar sobre a crise.
A situação vem se agravando a cada semana e levanta sérios questionamentos sobre a gestão da secretária municipal de Saúde, Lívia Oliveira, que vem sendo amplamente criticada por profissionais da área, pacientes e vereadores. Sua condução à frente da pasta é considerada, por muitos, um desastre administrativo, sem transparência, sem planejamento e com constantes episódios de desorganização no setor.
O Hospital Regional, que deveria ser referência para toda a região, acumula denúncias, falta de estrutura e, agora, ameaças de paralisação por parte da equipe técnica, colocando em risco o atendimento à população.
A crise é reflexo direto da instabilidade que marca a gestão do prefeito Robério Oliveira, que enfrenta sérias críticas em diversas áreas da administração pública, além de complicações jurídicas. Moradores de Eunápolis convivem com um sistema de saúde fragilizado, servidores desmotivados e promessas não cumpridas.
Enquanto o impasse não é resolvido, a população, especialmente os que mais dependem do serviço público segue sofrendo as consequências da má gestão.



