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Influenciadora investigada por extorsão na Bahia dança em bandas famosas e já foi assistente de palco em emissora de TV

A influenciadora digital Theila Sabrina, investigada por suspeita de crimes de extorsão, ameaça e discriminação com base na orientação sexual, dança em bandas famosas, foi assistente de palco de um programa de TV e também ocupou o posto de rainha do Carnaval de Salvador por três anos.

Ela foi alvo de mandados de busca e apreensão na sexta-feira (4), em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia. Segundo a Polícia Civil, um celular e um tablet foram apreendidos na ocasião.

Os detalhes da carreira são destacados por Theila nas redes sociais, que acumulam cerca de 200 mil seguidores. Além de mostrar o trabalho como dançarina e divulgar marcas, ela também exibe registros de viagens de luxo, como as Ilhas Maldivas, na Ásia, e o parque Disneyland Paris.

Entre os nomes de contratantes atuais citados pela influenciadora estão as bandas Calcinha Preta, Cavaleiros do Forró. Antes, ela fez parte do balé de Wesley Safadão, Frank Aguiar, Bonde do Forró e Aviões do Forró, encerrada em 2018.

A dançarina também foi assistente de palco de um programa de tv apresentado por Rodrigo Faro. Para fazer parte da atração, ela chegou a participar de um concurso, em 2014.

Segundo informações da Polícia Civil (PC), as investigações começaram após vítimas relatarem que a influenciadora exigiu dinheiro, sob a ameaça de divulgar um vídeo íntimo delas. Uma dessas pessoas informou que fez pagamentos para evitar a exposição, no entanto, o valor não foi detalhado.

A PC também não detalhou as circunstâncias de gravação, do conteúdo, nem quantas pessoas podem ter sido vítimas da investigada.

Além da extorsão, as vítimas relataram ter recebido ameaças, ofensas homofóbicas e até mensagens enviadas a familiares, nas quais a suspeita afirmava que divulgaria o suposto vídeo nas redes sociais. A prática, com base na orientação sexual, é conhecida como “sextorsão”.

A polícia destacou que a ampla visibilidade da investigada nas plataformas digitais potencializa os danos provocados pelas ameaças. Diante disso, foi considerada a possibilidade de provas estarem armazenadas em dispositivos eletrônicos e solicitado à Justiça o mandado de busca e apreensão, que foi autorizado. Um celular e um tablet foram apreendidos na ação.

A PC informou que a investigação segue em andamento e o cumprimento do mandado foi comunicado à 3ª Vara Criminal de Feira de Santana. Influenciadora diz que não vai falar sobre o assunto

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