Saúde

Morte de paciente que foi atendido e liberado no hospital regional expõe o colapso da saúde em Eunápolis

Na noite desta terça-feira (10), Eunápolis foi palco de mais uma tragédia que, além de abalar emocionalmente a população, escancara o colapso do sistema de saúde municipal. Um homem, atendido no Hospital Regional e liberado logo em seguida, morreu poucos metros após deixar a unidade. O que deveria ser um lugar de cuidado e recuperação se tornou símbolo de descaso e negligência.

Não se trata de um caso isolado, mas do retrato de uma realidade diária enfrentada por muitos eunapolitanos. O Hospital Regional, há anos mergulhado em denúncias de sucateamento, falta de profissionais e insumos, agora protagoniza mais um episódio doloroso que questiona: até quando a população vai pagar com a vida pela omissão do poder público?

A Secretaria Municipal de Saúde, que deveria ser a primeira a prestar esclarecimentos, permanece em silêncio. A ausência de respostas, além de inadmissível, reforça a sensação de abandono vivida pela comunidade. A saúde pública em Eunápolis parece ter deixado de ser prioridade, e os reflexos estão nas filas de espera, no atendimento precário e, agora, na morte de um cidadão às portas de um hospital.

Mais do que lamentar, é hora de exigir responsabilidade. A sociedade eunapolitana não pode normalizar o caos. É preciso cobrar, fiscalizar e, acima de tudo, não permitir que vidas continuem sendo perdidas pela falência de um sistema que deveria proteger.

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