{"id":15454,"date":"2025-04-07T20:02:49","date_gmt":"2025-04-07T23:02:49","guid":{"rendered":"https:\/\/axeieunapolis.com.br\/?p=15454"},"modified":"2025-04-07T20:02:51","modified_gmt":"2025-04-07T23:02:51","slug":"mulheres-ganham-cerca-de-20-menos-que-homens-no-brasil-revela-novo-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/axeibahia.com.br\/?p=15454","title":{"rendered":"Mulheres ganham cerca de 20% menos que homens no Brasil, revela novo relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"\n<p>Mesmo com avan\u00e7os na participa\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho, a desigualdade salarial entre homens e mulheres segue praticamente inalterada no Brasil. Dados divulgados nesta segunda-feira (7) pelo Minist\u00e9rio da Mulher e pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego revelam que, em 2024, as brasileiras ganharam, em m\u00e9dia, 20,9% a menos que os homens em mais de 53 mil estabelecimentos com cem ou mais empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento mostra uma tend\u00eancia preocupante de estagna\u00e7\u00e3o. Em 2023, a diferen\u00e7a era de 20,7%, enquanto em 2022 estava em 19,4%. Segundo o relat\u00f3rio, o sal\u00e1rio m\u00e9dio dos homens \u00e9 de R$ 4.745,53, ao passo que o das mulheres fica em R$ 3.755,01. Entre as mulheres negras, o cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais cr\u00edtico: a m\u00e9dia salarial \u00e9 de R$ 2.864,39, o que representa uma defasagem de 52,5% em rela\u00e7\u00e3o aos homens brancos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos cargos de alta gest\u00e3o, a disparidade se acentua ainda mais. Mulheres que ocupam postos como diretoras ou gerentes recebem 26,8% menos que seus colegas homens. Quando se compara apenas pessoas com n\u00edvel superior, a diferen\u00e7a sobe para 31,5% a menos para as mulheres, escancarando um desequil\u00edbrio que persiste inclusive entre os mais qualificados.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra da Mulher, Cida Gon\u00e7alves, refor\u00e7ou a necessidade de mudan\u00e7as profundas para combater essa realidade. Segundo ela, ainda h\u00e1 uma estrutura social que concentra nas mulheres as responsabilidades do cuidado e impede avan\u00e7os igualit\u00e1rios nas empresas. \u201cAs organiza\u00e7\u00f5es precisam compreender que ter\u00e3o mais ganhos quando inclu\u00edrem mais mulheres em suas equipes, com remunera\u00e7\u00e3o justa\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do quadro desigual, o relat\u00f3rio destaca alguns sinais de progresso. A presen\u00e7a de mulheres negras no mercado formal cresceu de 3,2 milh\u00f5es para 3,8 milh\u00f5es, e o n\u00famero de empresas com menos de 10% de mulheres negras contratadas caiu. Al\u00e9m disso, aumentou a quantidade de estabelecimentos onde a diferen\u00e7a salarial entre homens e mulheres \u00e9 de at\u00e9 5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2015 e 2024, o n\u00famero de mulheres empregadas subiu de 38,8 milh\u00f5es para 44,8 milh\u00f5es, um crescimento superior ao dos homens, que passaram de 48 milh\u00f5es para 53,5 milh\u00f5es. No entanto, a participa\u00e7\u00e3o feminina na massa salarial total teve varia\u00e7\u00e3o modesta, de 35,7% para 37,4%, revelando que, embora mais mulheres estejam empregadas, seus sal\u00e1rios continuam inferiores. Se houvesse igualdade de remunera\u00e7\u00e3o, cerca de R$ 95 bilh\u00f5es poderiam ter sido injetados na economia em 2024, segundo estimativas do pr\u00f3prio relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo com avan\u00e7os na participa\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho, a desigualdade salarial entre homens e mulheres segue praticamente inalterada no Brasil. 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